Há muita gente boa que sabe o que diz, dando ótimas dicas de como se portar numa entrevista de emprego, mas como sempre, a partir de fatos observados por mim, me sinto a vontade para trazer este assunto, porque há muitos Candidatos que talvez por sentirem-se muito a vontade, ou até por estarem num momento emocional delicado, fazem das entrevistas de emprego, verdadeiras terapias.
Não é porque Você está na frente do RH da empresa, que conta com muitos Psicólogos, que pode fazer deste momento um “muro de lamentações”, “um recordar é viver”, até um “reality show”. O nível de exposição deve ser medido.
O que a empresa procura é um profissional com experiência, com equilíbrio emocional e que saiba colocar-se a frente das situações apresentadas pelo Entrevistador, com base nas vivências adquiridas ao longo de sua carreira.
Há muitos que se excedem, contando longas histórias, como um desabafo.
Exceto se tiver a sorte de ser entrevistado por alguém cuja alma humanitária esteja aflorada, a reprovação no processo será um caminho óbvio.
As empresas têm seu lado humano, mas tem um foco muito grande em resultados.
Contar em detalhes como foi, por exemplo, a sua separação e a dor que sentiu, é para um outro momento.
Descrever em detalhes o quanto odiava o seu ex Chefe e como tudo isso gerou um tremendo stress, sem ter feito uma boa avaliação de sua parte de culpa em tudo isso (sim pode crer, nunca um problema será unilateral), também é um risco enorme.
Se não conseguia acreditar e cumprir as normas então…é bom rever a sua flexibilidade.
Num mercado tão competitivo, fazer a diferença significa principalmente cuidar de nossa inteligência emocional, buscando respostas certas para problemas reais, mas cada um em seu lugar.
O que sugerimos não é omitir fatos, mas sim, MANTER O FOCO.
O Entrevistador está com seu foco voltado no perfil e no preenchimento daquela vaga específica.
E Você?
abraços e sucesso sempre “
Por Roseana Romualdo