Não gostaria de forma alguma de colocar aqui neste blog um assunto tão “amargo”, mas cabe a alguém fazer isso, então….que seja eu.
Tenho realizado entrevistas, trocas de informações em cursos, palestras, etc, e percebido que aquela conversa que temos na mesa da cozinha quando a nossa Avó está preparando aquele nhoque delicioso e o bate papo acontece informalmente, muitas vezes é levado para um momento onde o nosso idioma tem que ser cuidado e falado de forma mais precisa e compatível para a situação.
Explico: lógico que se minha Avó de 90 anos disser algo como: “pegue o documento prá MIM não esquecer”, não vou virar para ela e dizer que a regra gramatical é por conta do sujeito da frase (vide explicação abaixo), e que o correto seria “PARA EU NÃO ESQUECER” mas vamos e venhamos: estamos no mercado, precisamos progredir e verbalizar como indígena (mim faz, mim conta….), realmente pode interferir e prejudicar inclusive na decisão de um processo de seleção, de promoção, etc.
Obs: não tenho nada contra índios – que fique claro !
Então aqui vão aqui três dicas:
Se tiver coragem, pergunte para alguém que considera ter uma boa comunicação, o que acha da forma como fala. Se a pessoa for profissional e bacana, vai te falar a verdade, mas muito mais do que isso: vai te ajudar muito.
Quando ler algo, preste bem atenção nas palavras, nas colocações e suas formas. Está aí a diferença entre informação e conhecimento. Ambos se completam, mas caberá a Você absorver ou não o que lê.
Você não precisa conversar como um erudito chato, mas verbalizar de forma a colocar os plurais nas palavras (colocar o S), tentar compor frases simples, claras, mas sem erros, já te ajudará muito.
Nosso idioma é maravilhoso por todas as suas raízes e pronunciá-lo de uma forma adequada só contribuirá para que reforcemos a grandiosidade deste país fantástico, que agora é mira para o mundo.
Falando sobre gramática:
Para eu fazer é a forma correta, pois o eu, em frases desse tipo, exerce a função de sujeito: Esse livro é para eu ler / Esse trabalho é para eu fazer / A matéria está aqui para eu rever (e não: para mim ler, para mim fazer, para mim rever)
Se o eu não for sujeito, então se usa para mim. Ele trouxe o livro para mim. / Não é conveniente para mim sair agora (e não: para eu).
fonte: Maria Esmene Comenale – Falando Certo
texto de Roseana Romualdo
Sócia Diretora da RHTEC
Consultora de Gestão e Planejamento de Carreira